quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Me Suicidei! E Agora?

30/01/2014

           
Bom dia, agora são exatamente 08h56min e há aproximadamente 10 minutos atrás resolvi por em pratica o que já estava planejando há algumas semanas: Desativei meu Facebook e não entrarei mais no twitter!

Na era onde a vida digital substitui a vida real essa afirmação pode soar como uma carta de suicídio ou coisa parecida. Não! Não quero me matar, adoro minha vida e não quero deixá-la tão cedo, de fato por eu amá-la que decidi me afastar um pouco das redes chamadas de interação social. Lógico que como me orgulho de sempre tentar ter bom senso, me esforçarei ao máximo não me hipsterizar com esse propósito.

Não quero gastar 9 de cada 10 palavras dizendo que o facebook é do mal ou é mainstream, eu gosto do facebook... Eu me divirto com o facebook... Algumas das melhores coisas que já vi na minha vida eu vi ali (alguém tem coragem de dizer que cabras cantando I Will Always Love You, ou um anão rebolando até o chão não são? Não responda, é uma pergunta retórica!)

Eu gasto tempo da minha vida rodando a bolinha do mouse para baixo para ficar vendo as imagens do Chapolin Colorado com frases aleatórias escritas nelas (não tem nenhum sentido e graça associar a imagem de um herói da infância de vários brasileiros à frases obvias escritas, todavia, eu divago) que meus “amigos” compartilham na minha time line...   
   
Enfim, isso é só um exemplo, mas sim, eu paro minha vida para olhar em uma tela onde isso e as inúmeras outras coisas completamente sem graça são a atração principal, e o pior é que apesar de achar uma droga, eu fico em crise se não faço, ás vezes até mais do que uma vez por hora (quem nunca?).

            Aprendi desde criança que se vou fazer algo tenho que traçar alguns objetivos, então lá vamos nós:
- Espero que possa me dedicar mais a meu trabalho, produzir mais;
            - Espero estudar mais, de fato o facebook tem uma facilidade enorme em tomar o lugar que o Direito deveria ter na minha vida, e isso é muito errado;            
             - Espero que possa passar mais tempo com meus amigos (note que utilizarei “amigos” entres aspas para os do facebook e amigos sem aspas para os de verdade, ainda não encontrei uma sacada melhor para diferenciá-los);
            - Espero me aproximar mais do criador, e me dedicar mais ao estudo da sua palavra e à minha vida de oração;
            - Espero ler mais, e adquirir mais informações reais de quem tem conhecimento para me repassá-las (90% do que é adquirido com o facebook é baseado cegamente no senso comum e escrito por pessoas sem nenhum conhecimento empírico ou acadêmico);
            - Espero desesperadamente aproveitar mais a vida, respirar mais, olhar mais para o céu, ficar mais tempo em silencio meditando;
            - Finalmente espero ouvir algo de alguém como: “Você viu aquilo no face?” e poder responder “cara, não sei do que você ta falando.”


 Listarei também as dificuldades que encontrarei:
            - Tédio! A primeira coisa que pensei quando apertei o botão para deixar o Facebook foi: e agora, o que eu faço? É aí que esse diário entra!
            - Falta de informações sociais: Derradeiramente esquecerei aniversários, não ficarei sabendo de alguns eventos, e ficará mais difícil me contatar. É aí que minha namorada e fiel escudeira entra!
            - Falta de gatinhos: Sentirei falta das imagens de gatinhos;
            - Falta de assunto: Talvez me falte assunto para conversar, ou ficarei perdido em uma roda de amigos quando a matéria for algum Trending Topic ou viral do dia... É aí que a leitura entra!
            - Ostracismo social: Talvez o pior problema, e o motivo pelo qual eu relutei muito para fazer isso... Ser “retirado” da sociedade não é legal... Mas muita gente vive sem facebook e é aí que Deus entra!

            Enfim, pretendo uma hora reativar minha conta qualquer hora, sabendo que existe vida fora do facebook, e ela é prazerosa e alegre de ser vivida! Disciplina nunca foi meu forte, mas prometo a mim mesmo resistir!

P.S.: Logo que terminava a revisão ortográfica desse texto, minha mãe me ligou: “O que aconteceu com o seu face?” é... de fato meu suicídio já foi percebido. 

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